CIELO REGISTRA LUCRO LÍQUIDO DE R$ 1,831 BILHÃO EM 2010, UM CRESCIMENTO DE 19,1% EM RELAÇÃO A 2009
Postado por Rafael | Postado em Comercio Eletronico | Postado 12-02-2011
0
A Cielo S.A., líder em soluções para meios de pagamento eletrônicos no Brasil, anuncia hoje seus resultados consolidados de 2010. Nos doze meses do ano anterior, a empresa registrou lucro líquido de R$ 1,831 bilhão, o que representa crescimento de 19,1% em relação ao obtido no mesmo período de 2009. O EBITDA ajustado, que reúne os recursos gerados pela Companhia com suas atividades operacionais, totalizou no período R$ 2,926 bilhões, aumento de 19,4% em relação ao ano anterior.
Estes resultados refletiram o crescimento, no ano, de todas as linhas de receita da Cielo, geradas a partir, principalmente, dos seguintes serviços prestados aos estabelecimentos comerciais afiliados por meio de sua rede: 1) captura, transmissão, processamento e liquidação financeira das transações com cartões de crédito e de débito; 2) aluguel de equipamentos (POS); 3) antecipação de recebíveis em vendas (ARV), e 4) outras receitas.
Em 2010, a receita operacional líquida somada à obtida com receita líquida de antecipação de recebíveis cresceu 20% em relação a 2009, alcançando R$ 4,354 bilhões. A expansão deriva principalmente do aumento de 22,3% do volume financeiro de transações com cartões capturadas pela rede Cielo no comércio, que totalizou R$ 262 bilhões no consolidado do ano, valor equivalente a 7% do PIB brasileiro. No 4T10, o volume financeiro de transações atingiu um crescimento de 20,4% comparado ao 4T09.
O volume financeiro de transações realizadas com cartões de crédito totalizou R$ 163,0 bilhões em 2010, o que representou um crescimento de 20,9% em relação a 2009. Do ponto de vista de receita, as transações de crédito cresceram 15,2%, alcançando R$ 2,318 bilhões, decorrente do aumento do consumo privado e do uso crescente de cartões como meio de pagamento.
Já no débito, o volume financeiro de transações realizadas e processadas pela rede da Cielo totalizou R$ 98,7 bilhões em 2010, um crescimento de 24,7% em relação a 2009. O incremento do volume das transações de débito resultou no crescimento de receita de 23,1% quando comparado ao mesmo período de 2009, para R$ 785,4 milhões, reflexo de maior volume financeiro de transações decorrente do aumento do consumo privado, do uso crescente de cartões como meio de pagamento e do crescimento do produto AgroCard, produto específico para o segmento agrícola.
Já os ganhos com aluguel de equipamentos atingiram R$ 1,17 bilhão, registrando ampliação de 9,6% em relação ao ano de 2009, enquanto que o volume financeiro de transações antecipadas (ARV) totalizou R$ 10,3 bilhões, representando 6,3% do volume total de crédito. Performance à parte teve a linha “Outras receitas” que, em 2010, somou R$ 187,8 milhões, um aumento de 38,7% quando comparado a 2009. As principais fontes, neste caso, foram provenientes de serviços de captura de transações com cartões do tipo benefício (voucher) e Private Label híbrido, de trava de domicílio bancário prestados aos bancos e, mais recentemente, pela receita da controlada M4U.
|
Resultados Cielo (R$ bi) |
2010 |
2009 |
4T10 |
4T09 |
| Receita Operacional líquida (+ARV) |
4,35 |
3,63 |
1,148 |
1,027 |
| Volume financeiro de transações (crédito e débito) |
262 |
214 |
74,1 |
61,5 |
| Lucro líquido |
1,83 |
1,53 |
0,443 |
0,441 |
| EBITDA ajustado |
2,92 |
2,45 |
0,715 |
0,70 |
No 4T10, a receita operacional acrescida à antecipação de recebíveis líquidas também apresentou evolução, ao totalizar R$ 1,148 bilhão, aumento de 11,7% em relação ao 4T09 e de 0,9% se comparada ao 3T10. O lucro líquido no período somou R$ 444,5 milhões, valor ligeiramente superior, em 0,6%, ao registrado no 4T09, e inferior, em 9%, ao obtido no trimestre anterior (3T10), queda justificada pela elevação dos custos com serviços e com o aumento das despesas operacionais no período, principalmente com marketing, que cresceram 19,8% sobre o 3T10.
Neste contexto, os ganhos de volume financeiro transacionado em sua rede, de receita operacional crescente e de lucratividade no período consolidado de 2010, mantido também no 4T10, são reflexo do esforço da Cielo para:
i. consolidar o reconhecimento da nova marca e de seus diferenciais juntos ao varejo;
ii. contar com bandeiras representativas que gerem mais vendas aos estabelecimentos comerciais afiliados – casos de Visa, Mastecard e Amex, as três mais aceitas internacionalmente;
iii. ampliar o leque de parcerias regionais entre outras, reforçando sua presença em segmentos como os de alimentos e refeição;
iv. reforçar a confiabilidade e segurança de sua rede de serviços, o que garante 99,995% de disponibilidade, o maior do mercado;
v. ampliar a capilaridade de sua força de distribuição, ao firmar no período parceria com bancos renomados, como o HSBC, além dos já existentes Bradesco, Banco do Brasil, CEF e Safra; e
vi. reforçar sua presença e diferencial em inovação no mercado de mobile payment, oferecendo soluções de pagamento eletrônico móvel não apenas aos atuais estabelecimentos comerciais tradicionais, mas também para outros nichos nos quais a Companhia identificou demanda reprimida e, portanto, elevado potencial de crescimento.
Iniciativas em Destaque
Ao longo do último ano, a empresa superou o desafio inicial de comunicar ao mercado a noa marca Cielo, e seu posicionamento, em substituição à Visanet, presente e referência há 15 anos junto aos seus principais públicos. O êxito da estratégia de desenvolvimento, implantação e consolidação da nova marca foi constatado em pesquisa realizada pelo Instituto Expertise que, em junho de 2010, já apontava 83% dos estabelecimentos comerciais do Brasil cientes sobre a mudança da marca.
A Cielo ainda ampliou, no período, a capacidade de sua rede em capturar transações feitas com cartões tipo benefício, vouchers e de bandeiras regionais. Para isso, fechou parcerias de com Amex, Sorocred, Ticket e Policard. No 4T10, estabeleceu acordo para capturar as transações com a bandeira Good Card, ampliou a aceitação da bandeira japonesa JCB (Japan Credit Bureau) – a quinta maior bandeira de cartões de pagamentos do mundo, e se uniu à Dotz, uma das principais empresas de programa de fidelização no modelo de coalização na América Latina.
Inovação – O ano de 2010 marcou também o pioneirismo da adquirente em seu mercado, ao lançar iniciativas inovadoras no segmento de pagamento móvel, de forma a reforçar sua liderança como a maior rede de pagamentos eletrônicos do Brasil. Em agosto, a Cielo adquiriu a M4U, especialista no desenvolvimento de plataformas tecnológicas de mobilidade, e anunciou, no mês seguinte, uma joint venture com a Oi para consolidar-se como referência para transações de adquirência envolvendo celulares, fomentando, assim, a adoção de pagamentos móveis no País.
O caráter de vanguarda no setor ainda pode ser comprovado, em novembro, quando lançou um aplicativo inédito da Apple para pagamento de contas pelo iPhone, iPad e iPod touch, o qual acumula mais de 20 mil downloads desde o lançamento. Como consequência de iniciativas do gênero, a empresa abriu um leque de novos e inexplorados segmentos pelo mercado de meios de pagamento, como profissionais liberais, vendas porta a porta, serviços de entrega, táxis e feirantes, entre outros.
Cenário Macroeconômico
Em 2010, a indústria brasileira de cartões foi beneficiada pela atividade econômica aquecida que, sustentada pela demanda doméstica, impulsionou o desempenho do comércio varejista. O volume de vendas teve aumento de 10,9% no acumulado do ano até novembro em relação ao mesmo período de 2009 e de 9,9% em relação a novembro do ano anterior. Em termos de receita, as vendas no varejo cresceram 14,3% entre janeiro e novembro de 2010 em relação ao mesmo período de 2009 e 14,8% em comparação a novembro de 2009.
O desempenho do varejo teve como pilares fundamentos macroeconômicos sólidos, como o mercado de trabalho. A taxa de desemprego encerrou o ano em 5,3%, a sétima queda mensal consecutiva e o menor índice desde março de 2002, quando começou a série histórica do IBGE.
Consequentemente, cresceu também o poder de compra da população brasileira. O rendimento médio real encerrou o ano em R$ 1.515,10, um aumento de 6,0% sobre dezembro de 2009. Propiciada por estes fatores, o perfil das classes econômicas da população brasileira tem mudado significativamente. Segundo estudo do Ministério da Fazenda, as classes D e E representavam 55,0% da população em 2003 e 39,0% em 2009. Em 2014, segundo o mesmo estudo, a parcela da população nestas classes deverá cair para 28,0%.
Com inflação sob controle e taxas de juros ao consumidor declinantes – fecharam o ano em 40,6% e atingiram a mínima histórica em novembro, em 39,1% -, os empréstimos para pessoa física cresceram 18,8% no ano e os para pessoa jurídica, 15,4%. Estes fatores impulsionaram o consumo das famílias, que aumentou 11,5% no terceiro trimestre – o período mais recente disponível – em relação ao mesmo período de 2009. A taxa de inadimplência da pessoa física caiu para o menor nível em nove anos e fechou 2010 em 5,7%. Em junho de 2001, a inadimplência desta modalidade estava em 5,5%.
O produto interno bruto (PIB) cresceu 7,51% no terceiro trimestre e, segundo projeções do Banco Central, deve encerrar o ano com expansão de 7,3%, segundo o Relatório de Inflação divulgado em dezembro. Para 2011, o Banco Central projeta crescimento de 4,5%, praticamente em linha com a média das projeções do mercado para o PIB, de 4,6%, segundo o relatório Focus referente à última semana de dezembro de 2010.
Transparência e Governança
Desde o início de sua recente história como companhia aberta, a Cielo passou a assumir, inclusive publicamente, como prioridade certos princípios, como transparência e respeito a todos os públicos de relacionamento: estabelecimentos comerciais; consumidores, parceiros; fornecedores, acionistas, investidores e as comunidades onde está presente.
A Companhia incorporou aos seus valores e conduta diária os mais altos padrões de governança corporativa. Seu Conselho de Administração, por exemplo, conta com membros independentes de bancos com histórico das melhores práticas. Também é integrante do Novo Mercado, do Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC) e do Índice de Ações com Tag Along Diferenciado (ITAG).
Em sintonia com sua premissa de estar sempre à frente, a adquirente se antecipou à vigência do prazo determinado pela CVM para elaboração das demonstrações financeiras com base no Padrão Internacional de Relatórios Financeiros (na sigla em inglês, IFRS – International Financial Reporting Standards) ao ser uma das primeiras no Brasil a adotá-lo. Também em 2010 lançou seu programa de American Depositary Receipts (ADRs) Nível 1, que ao final de 2010 contabilizava mais de 17 milhões de títulos emitidos.
Prêmios e Reconhecimentos
Em 2010, a Cielo foi eleita a “Empresa de Valor” pela primeira vez e, pela quinta vez consecutiva, a campeã da premiação Valor 1000 no segmento de serviços especializados, ambos prêmios concedidos pelo jornal Valor Econômico. Também foi eleita pela 10ª vez consecutiva como uma das melhores empresas para se trabalhar pela revista Exame.
A Companhia ainda recebeu, pela 3ª vez consecutiva, o prêmio “As melhores em gestão de pessoas”, concedido pelo jornal Valor Econômico e da consultoria AonHewitt, ocupando a 5ª posição na categoria, listada entre as 30 melhores empresas.Há quatro anos seguidos é reconhecida como a melhor empresa no segmento de serviços pelo “Guia Melhores & Maiores” da Revista Exame e, desde o ano 200, como uma das “150 Melhores Empresas para Você Trabalhar” das revistas Exame e Voce S.A.
No decorrer do ano, a Cielo entrou para o ranking das 100 empresas mais inovadoras em TI, elaborado pela Information Week, e também está listada na lista das 100 companhias de Liderança em IT, desenvolvido pela ComputerWorld

